Cinzas do passado!

Além do tempo! O Carnaval pôde viajar em “Uma noite real no Museu Nacional” no enredo da escola de samba Imperatriz Leopoldinense.    Em 2018, o carnavalesco Cahê Rodrigues, idealizou essa linda viagem ao passado mostrando as riquezas históricas guardadas no Palácio Real e Imperial da Quinta da Boa Vista, que foi moradia do rei de Portugal, Dom João VI no período em que esteve no Brasil, (1810 a 1821) e de (1822 a 1889) como residência de Dom Pedro I e da Princesa Leopoldina.

Personagens e lugar na história que agora virou cinzas do passado, após o incêndio que destruiu no último domingo, (02 /09), o Museu Nacional e aniquilou parte da memória histórica do país. A tragédia é sem dúvida imensa de perda para os valores culturais e científicos do patrimônio brasileiro da América Latina.

As causas do incêndio ainda estão sendo investigadas pelas autoridades federais e cariocas. Entretanto, a falta de respeito, o descaso, o desinteresse e a incompetência dos últimos governos federais, que viraram as costas para o Museu nas últimas décadas, são apontados como os maiores combustíveis pela tragédia.

Apesar do grande desfile em 2018, onde a Imperatriz Leopoldinense ficou em 8º lugar, a escola e a comunidade Leopoldinense tiveram a oportunidade de mostrar em sua passagem na Marquês de Sapucaí, a riqueza histórica, cultural e científica do Museu Nacional, que agora viraram valores perdidos nas cinzas do passado.

Incêndio destrói Museu Nacional no Rio – Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Valdir Sena – Jornalista, Radialista, Cronista de Carnaval e Editor da Rádio Sintonia de Bambas.

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