O Samba Nosso de cada Dia!

Ritmo contagiante de muitos títulos e versões. Patrimônio cultural brasileiro originário dos batuques trazidos pelos negros escravizados, embora comemore o 02 de dezembro como “Dia Nacional do Samba”.  É sem dúvida “O Samba Nosso de cada Dia” para os sambistas.

Segundo a história nos ensina, o Samba é fruto da miscigenação entre a música africana e europeia nos campos e da cidade. Devido a sua grande presença em todo território nacional, o Samba assume formas diferenciadas em cada região, mas sempre mantendo a alegria e sua cadência envolvente. Mas cada qual com a sua batida regional.

O Samba da Bahia foi influenciado pelos batuques e canções indígenas, enquanto no Rio de Janeiro sente-se a presença do maxixe. Em São Paulo, as festas das colheitas de café nas fazendas seria a origem da influência da relevância dos sons mais graves da percussão no samba paulista.  

Os mais antigos contam que esses toques, de origem africana, eram característicos dos orixás escolhidos como protetores dessas comunidades. No inicio do século passado, os sambistas eram proibidos de demonstrar a sua arte, fosse na dança ou no batuque. Mas foram esses batuqueiros que deram origem às baterias das Escolas de Samba. Elas cresceram, evoluíram na sua harmonia e hoje são admiradas no mundo inteiro, louvadas pelos críticos mais exigentes, e respeitadas como verdadeiras orquestras de percussão.

Entre os vários títulos do Samba, no Carnaval fascinante das Escolas de Samba, o samba-enredo é caracterizado por apresentar canções com temáticas de caráter histórico, social ou cultural. Essa variante de samba, surgiu no Rio de Janeiro na década dos anos 30 com os desfiles das escolas de samba. A partir da década de 1940, marcada pela afirmação dos Blocos, Cordões e Escolas se formava um movimento muito do forte de danças e jogos de pernadas entre os negros e brancos como prenuncio dos desfiles das escolas paulistana.

No ano de 2017, o Samba completou o primeiro centenário. “Pelo Telefone” (de Donga e Mauro de Almeida) é considerado o primeiro samba a ser gravado no Brasil em 1917. No Rio de Janeiro, em 2005, a Unesco declarou oficialmente o Samba como Patrimônio da Humanidade. Outro reconhecimento de grande importância aconteceu no inicio de outubro de 2007, quando o Instituto do Patrimônio Histórico Artístico e Nacional (Iphan) inseriu, no Livro de Registro de Formas de Expressão, as matrizes do Samba Carioca: o samba de terreiro, o partido alto e o samba enredo, estilos que se espalharam por todo o País.

Valdir Sena – Jornalista, Radialista, Cronista e Pesquisador de Carnaval.

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