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Mancha Verde 2026: O Axé de Odu Obará no Grupo de Acesso

Mancha relembrou enredo de 2012 em busca da volta ao Especial

A escola revive a história de Odu Obará e mostra que humildade, sabedoria popular e conexão com a ancestralidade são o caminho para a volta à elite do Carnaval.

por Josy Dinorah
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Foto Capa: Dayse Pacífico

A Mancha Verde foi a quarta escola a desfilar pelo Grupo de Acesso 1 na madrugada de segunda-feira (16), demonstrando que o rebaixamento de 2025 foi apenas um ponto de aprendizado. A Comissão de Frente apresentou uma coreografia que agradou a todos, utilizando elementos de transformação visual para narrar a ascensão de Odu Obará.

A comunidade cantou com força o refrão “A humildade é a voz da razão”, do enredo “Pelas mãos do mensageiro do Axé, a lição de Odu Obará: a humildade” reedição do Carnaval 2012, unindo devoção, energia e presença. O carnavalesco Rodrigo Meiners elevou o padrão estético do desfile, combinando alegorias luxuosas e cores vibrantes (verde, branco e dourado) para reforçar a riqueza espiritual do enredo. À frente da bateria Puro Balanço, Viviane Araújo brilhou mais uma vez, reforçando sua  identificação com a escola.

A Mancha Verde foi outra escola que viveu um momento de muita emoção e tensão no final do desfile. A agremiação cravou o limite de 60 minutos para passar no Anhembi. o Fechamento dos portões foi motivo de muita comemoração e alivio para a comunidade.

ENTENDA O ENREDO

O enredo revisita a mitologia iorubá dos 16 Odus, com foco em Odu Obará,  o mais humilde entre seus irmãos. Ao aceitar as abóboras rejeitadas pelos soberbos, Obará descobriu tesouros que o tornaram próspero e respeitado.

A narrativa é também um manifesto social: a Mancha Verde valoriza a sabedoria popular e a ancestralidade muitas vezes invisibilizada. O desfile transformou a avenida em um espaço de celebração da humildade, da força coletiva e da prosperidade que nasce do respeito à tradição e à comunidade.

Na avenida, a Mancha Verde lembrou que a verdadeira riqueza está na coragem de viver com humildade, aprender com a própria história e celebrar a ancestralidade. Entre arte, tradição e contemporaneidade, a escola fez do Anhembi um terreiro de fé, mostrando que humildade, sabedoria e presença são o verdadeiro poder de um pavilhão.

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