Sintonia
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Com a proposta de ser “A Faixa Nobre do Samba e da Boa Música”, a Rádio Sintonia de Bambas está no ar a partir do dia 13 de dezembro de 2011, tem como objetivo de ser a mídia alternativa ao ouvinte internauta com programação diversificada no entretenimento e cultural.
A Tradicional escola de Samba da Barra Funda, Camisa Verde e Branco, fundada em 1953, ostenta nove títulos do Grupo de Elite do Carnaval paulistano, e atualmente faz parte do grupo de acesso da Liga das Escolas de Samba de São Paulo.
Na noite de ontem (28/03), a escola anunciou a sua nova diretoria:
Presidente Francisco Costa
Vice Érica Ferro
Diretor Geral Sidnei Silva
1ª Secretaria Edna Costa
2ª Secretaria Elizângela Dias
1º Tesoureiro Mauricio Barbos
2º Tesoureiro Bianca Souza
Diretor de patrimônio Mario Simone
Diretora Social Cristiane Santos
Diretor de Marketing Dora Gomes
Diretor Social Cristiane Santos
Diretor jurídico Alexandre Bonfim
Vice- diretor jurídico Letícia Theodoro
Diretor de Imprensa Antonio Cirilo
Redação
Fonte: Assessoria de Imprensa Camisa Verde e Branco

Foto: Divulgação
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Preservar a memória é uma das formas de construir a história. É pela disputa dessa memória, que o radialista Moises da Rocha – um dos ícones do cenário sambístico de São Paulo – promove no SESC CARMO o encontro “História do Samba em São Paulo” através da Caravana do Programa “O Samba Pede Passagem”. O evento que se iniciou na última quarta-feira (14 de março) vai acontecer em mais três etapas (dias 21/28 de março e 04 de abril), no salão do restaurante 1 do Sesc Carmo.
Na primeira edição, Moises da Rocha teve como convidados o Seo Carlão da Peruche, os irmãos Everson e Yvison Pessoa eles que são fundadores do extinto Quinteto em Branco e Preto para acompanhar as prosas da história do samba. Entre os relatos memoráveis contados pelo Seo Carlão da Peruche revela a riqueza das manifestações culturais e do folclore de Bom Jesus de Pirapóra que mantém viva a história do samba e do Carnaval, manifestada pelos escravos e descendentes como o jongo, o batuque de moçambique, e o samba de terreiro em Pirapóra entre outras tradições praticadas pelos negros.
Porém, nesta mostra, o que ficou evidente pelas indagações e o questionamento do público presente, é a grande preocupação com os rumos do Carnaval de São Paulo e a decadência das tradicionais escolas de samba. A evolução do espetáculo, cada vez mais comercializado e de interesses turísticos para o faturamento do lucro, do glamour e vaidades daqueles que comandam as agremiações. Despreza a essência e a raiz do samba. “Hoje o desfile no Sambódromo em fila indiana e com tempo corrido de pouco mais de 60 minutos não traduz as manifestações de danças e batuques do samba praticados pelos negros”, afirma o Seo Carlão da Peruche.
Único baluarte vivo, dos grandes baluartes que iniciaram a trajetória das escolas de samba na capital paulistana. Seo Carlão da Peruche e o radialista Moises da Rocha, acham difícil uma “virada” para as tradições dos desfiles do samba de raiz. Até porque, o atual formato de comercializar o Carnaval no Sambódromo do Anhembi, não permite. Uma pela detentora rede de televisão. Que é quem paga pelo direito das transmissões dos desfiles, mas com exigências que vão na contramão da prática do verdadeiro samba tradicional. Outra pelos altos preços cobrados no valor dos ingressos nas arquibancadas e outros acessos para o público está mais direcionado a classe média e alta para assistir o espetáculo.
Entretanto, talvez até por obra do destino, em 2019 escolas que fizeram grandes desfiles nos tempos da avenida Tiradentes, vão ter a oportunidade de reviver a tradição. Porém, no Grupo de Acesso, a disputa vai ser interessante já que a competição reúne no mesmo grupo escolas de samba como: Camisa Verde e Branco, Nenê de Vila Matilde, Unidos do Peruche, Leandro de Itaquera, Barroca Zona Sul entre outras para concorrer por duas vagas no especial de 2020. Um concurso que tem tudo para reviver a tradição dos bons tempos, sem “plim plim” e com público vindos de várias comunidades.
A primeira edição da caravana do “Samba pede Passagem” teve um público bem seleto do cenário do samba e do Carnaval. Entre os muitos personagens destacamos a jornalista e radialista Claudia Alexandre, do programa “Papo de Bambas” da TV Uol; Eduardo de Oliveira, ex-presidente da UESP (União das Escolas de Samba Paulistana); Antonio Carlos Arruda da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo e a equipe de Bambas da Rádio Sintonia de Bambas: radialista e pesquisador musical Carlos J. Fernandes, repórter e colunista Lailson Leoncio, radialista e comentarista José Carlos Alvarenga e eu.
Valdir Sena – Jornalista, radialista, cronista de Carnaval e editor da Rádio Sintonia de Bambas.
Moradores de Belo Horizonte, no fim da tarde de hoje (16), foram surpreendidos por uma forte tempestade. O céu, que estava parcialmente encoberto, foi tomado por nuvens escuras repentinamente e em pouco tempo desabou um temporal, com queda de granizo em algumas localidades.
Nas redes sociais, muitos vídeos e fotos foram compartilhados. As imagens mostram carros sendo arrastados e árvores caídas sobre veículos.
A Defesa Civil, que já havia emitido um alerta de chuva forte, chegou a divulgar um comunicado pedindo que as pessoas permanecessem em seus locais e evitassem o trânsito. De acordo com o órgão, em apenas 20 minutos, choveu na região oeste da capital mineira 74,6 milímetros (mm), o equivalente a 46{69386ad192db6c447fd6d404a6ebc86b266e8745e05dbe7a07c3f2a4a8f32d21} da média histórica do mês. Na região noroeste e na região centro-sul, foram registrados respectivamente 53,4 mm e 49,8 mm.
Diversos corpos d’água que percorrem a cidade transbordaram. Houve queda de energia elétrica em vários bairros. Moradores de outras cidades da região metropolitana, como Nova Lima e Contagem, também ficaram sem luz. Segundo a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), a expectativa é que a situação seja totalmente normalizada na madrugada.
Até o momento, não há ocorrência de morte. O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais informou que atendeu ocorrência de desmoronamento de uma casa na região norte. Foram resgatadas duas mulheres soterradas, sendo uma delas, de 21 anos, em estado grave. “Ela já foi recepcionada no Hospital João 18”, informou o tenente Pedro Ahiara, chefe da sala de imprensa do Corpo de Bombeiros.
Os bombeiros também receberam chamadas para atender ocorrências de alagamentos, desabamento de muro, quedas de árvores e pessoas presas em elevadores.
Tiroteio no Complexo do Alemão mata bebê e uma mulher; comunidade protesta
Um tiroteio entre policiais militares e traficantes, no Complexo do Alemão, na noite desta sexta-feira (16), resultou na morte de um bebê e de uma mulher, além de vários feridos. De acordo com a Polícia Militar (PM), criminosos que estavam em um automóvel atiraram contra uma viatura baseada na confluência das avenidas Itaóca e Itararé, as duas principais vias da região.
O bebê foi atingido pelo tiroteio, e a mãe que o carregava recebeu um tiro de raspão. Uma outra mulher, ainda não identificada, segundo a PM, acabou morta. Dois criminosos foram feridos e presos. Por causa do confronto, os moradores realizaram um protesto que obrigou à interdição das avenidas.
O Batalhão de Choque foi enviado ao local para controlar a situação e desobstruir as vias. A PM informou que ainda não tinha o nome das vítimas. Segundo a assessoria da corporação, houve confrontos em vários pontos do Complexo do Alemão, podendo haver outros feridos. A polícia está percorrendo os hospitais da região, para checar se houve o ingresso de criminosos feridos.
Jungmann diz que munição que matou Marielle foi roubada da PF na Paraíba

Marcelo Sayão/EFE/direitos
O ministro extraordinário da Segurança Pública, Raul Jungmann, confirmou que as munições utilizadas no assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ), na última quarta-feira (14), foram roubadas de um carregamento da Polícia Federal. Segundo o ministro, informações que chegaram a ele dão conta de que a munição foi subtraída da sede dos Correios na Paraíba “anos atrás”.
“A Polícia Federal já abriu mais de 50 inquéritos por conta dessa munição desviada. Então eu acredito que essas cápsulas encontradas na cena do crime foram efetivamente roubadas. Também tem a ver com a chacina de Osasco, já se sabe”, disse, referindo-se à morte de 17 pessoas pela Polícia Militar de São Paulo, ocorrida em 2015.
De acordo com Jungmann, o carregamento das balas foi dividido em três partes: uma parte ficou em Brasília, a segunda foi roubada dos Correios no estado nordestino e outra, segundo informações preliminares, teria sido desviada por um escrivão da Superintendência da PF no Rio de Janeiro.
O ministro disse que a corporação destacou “o melhor especialista em impressões digitais e DNA” para avaliar o material das cápsulas encontradas no local onde Marielle e o motorista do carro em que ela estava foram mortos.
Sem adiantar detalhes das investigações, ele informou que, além da colaboração da PF na identificação de quem manuseou as munições, o restante do inquérito sobre o crime está sendo conduzido pela Polícia Civil do Rio de Janeiro.
Crime
Na última quarta-feira, a vereadora Marielle Franco foi executada com quatro tiros na cabeça, quando ia para casa no bairro da Tijuca, zona norte do Rio, retornando de um evento ligado ao movimento negro, na Lapa. A parlamentar viajava no banco de trás do carro, quando criminosos emparelharam um veículo com o carro da vítima e dispararam nove vezes. O motorista do veículo, Anderson Gomes também morreu. Uma assessora que também estava no carro sobreviveu ao ataque.
Raul Jungmann conversou com a imprensa após fazer uma visita à sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Segundo ele, a intervenção federal na segurança do estado do Rio, decretada há um mês pelo presidente Michel Temer, “não faz mágica, mas está no caminho certo”.
Ao ser perguntado se o crime pode abalar a intervenção federal, ele respondeu: “Se esse crime, e isso é uma hipótese, foi cometido no sentido de confrontar a intervenção, é preciso dizer duas coisas: se isso está acontecendo é porque intervenção está no caminho certo. A intervenção está levando exatamente o crime a reagir contra o que vem dando certo, que está sendo feito e vai continuar sendo feito. Em segundo lugar, isso não nos abala. É uma tragédia que nós gostaríamos que nunca acontecesse, mas isso só nos dá mais força e determinação para prosseguir adiante”, afirmou.
Nessa terça-feira (11-02), na Marquês de Sapucaí , 16 escolas mirins irão fazer suas apresentações. Cada agremiação terá 30 minutos para mostrar sua evolução na Passarela do Samba.
Cronograma:
Os portões serão abertos para público a partir das 16h e o acesso às arquibancada é gratuito. Somente será permitida a entrada de crianças a partir de três anos completo.
A Corte Mirim, formada pelo rei Momo, Rainha, Princesas e Cidadão Samba Mirim, iniciará às 17:00 hs. Além do Cortejo Oficial do carnaval carioca, participará o casal de Mestre-sala e Porta-bandeira da Associação das Escolas Mirins do Rio de Janeiro. e às 18h inicia-se as apresentações das escolas, e a primeira a atravessar à Avenida será Escola Tijuquinha do Borel.
Uma novidade este ano é a participação do cantor Elymar Santos no desfile da escola de Samba Mirim Miúda da Cabuçu. Elymar terá a incumbência de apresentar os homenageados Chiquinho e Maria Helena pela agremiação, no carnaval deste ano.
Confira a ordem dos desfiles:
1 – Tijuquinha do Borel
2 – Golfinhos do Rio de Janeiro
3 – Inocentes da Caprichosos
4 – Ainda Existem Crianças na Vila Kenedy
5 – Miúda do Cabuçu
6 – Nova Geração do Estácio
7 – Pimpolhos da Grande Rio
8 – Filhos da Águia
9 – Império do Futuro
10 – Aprendizes do Salgueiro
11 – Estrelinha da Mocidade
12 – Corações Unidos do Ciep
13 – Herdeiros da Vila
14 – Petizes da Penha
15 – Infantes do Lins
16 – Mangueira do Amanhã

Sempre depois do carnaval vem a pergunta: o que você achou dos desfiles das Escolas de Samba no Sambódromo?
Achar bom ou achar ruim é muito vago, então devemos analisar o que de fato aconteceu. A maioria das Escolas de Samba este ano procurou prestar homenagem ao Rio de Janeiro, trazendo cantores e conjuntos que se destacam tanto no Rio como em todo o Brasil.
Também houve uma homenagem à Escola de Samba Leopoldinense, na qual foi contada a história de Dona Leopoldina. Duas homenagens que brilharam na passarela do samba.
Houve Escolas que trouxeram em seus enredos coisas muito interessantes, como foi o caso de enfocar a vida dos caminhoneiros, um enredo que mostra a vivência dessa classe que, além de levar o progresso percorrendo todo o Brasil e conhecendo os lugares e costumes de cada estado, sofre muito pelas estradas. Muito bom enredo.
Outro enredo que chamou a atenção foi aquele que enfocou o interior de São Paulo, falando do povo caipira, e relembrando a cidade de Bom Jesus de Pirapora, onde o samba paulista se fortaleceu. Coisa boa de se ver.
Com muito bom gosto também foi prestigiado o estado do Maranhão, com todos os seus encantos, cultura, seus Orixás, numa apresentação perfeita, com alegorias bonitas e significativas, o que aconteceu também nas fantasias. E além de tudo um samba que levantou a plateia.
Mas vale mencionar também aqueles que, fugindo um pouco do convencional, procuraram se transportar para outros países com riquíssimos carros alegóricos. Outra Escola fez uma apresentação de museus, decorrendo um enredo interessante. E também houve quem trouxe para o desfile uma dose de terror, em seus carros alegóricos e em suas fantasias, como também quem trouxe em seu enredo uma criação que foi do imaginário ao real.
Embora as Escolas de Samba tenham se apresentado muito bem, levando uma mensagem de alegria a todos os assistentes, não faltaram reclamações sobre os preços altos dos ingressos, do estacionamento, dos lanches e das bebidas.
Vale apenas ressaltar a participação das Escolas de Samba menores, que lutam muito para subir de grupo. Foi muito bonito nos desfiles da Vila Esperança, e ver a Escolas de Samba Os Bambas prestar uma homenagem para mim com o enredo “A Dama do Samba”, apresentando momentos importantes na minha vida de carnavalesca e de escritora. Obrigada a Os Bambas pelo enredo.
Por outro lado por toda a cidade paulistana brincou e festejou o carnaval com fantasias improvisadas, nos Blocos e Cordões que tomaram conta da cidade.
Na verdade é o que o povo paulistano deseja: brincar, se divertir, para esquecer tudo de ruim que estamos passando nos momentos de muita politica e bem pouca resolução.
Assim terminou mais uma grande festa denominada CARNAVAL
Maria Apparecida Urbano
Passado o tempo do Carnaval 2018, as resenhas de bastidores e os boatos que envolvem as comunidades das Escolas de Samba surgem à tona a todo momento. Notícias “falsas ou verdadeiras” elas ocupam as redes sociais e as mídias digitais na internet como “justificativas” do último desfile ou “soluções” para o próximo.
Porém, o que não se pode negar é que os resultados dos desfiles das escolas de samba, durante o Carnaval foi justo. Tanto em São Paulo como no Rio de Janeiro a conquista foi para quem trabalhou ouvindo a comunidade, desfilou com humildade e usou da criatividade e audácia para apresentar um bom espetáculo.
A conquista de bicampeão pela Acadêmicos do Tatuapé já vinha se desenhando desde os ensaios técnicos. No dia do desfile, a dedicação e técnica seguida a risca dos componentes que sorriam e cantavam com alegria o samba enredo, mexia pela primeira vez com a arquibancada do Sambódromo do Anhembi na madrugada de sexta-feira para sábado de Carnaval. O enredo “Maranhão. Os Tambores vão ecoar na terra encantaria” encantou o público e os jurados. O samba enredo cantado pelo Celsinho Mody ao som cadenciado da bateria da Tatuapé, já dava mostras que o título estava perto.
Na leitura das notas pôde se perceber que a conquista da Tatuapé, foi nota a nota, já que esteve seguida bem de perto pela Mocidade Alegre, Mancha Verde e surpreendentemente pela Tom Maior, que também fizeram grandes desfiles.
Aliás em nossos comentários durante os desfiles para Rádio Sintonia de Bambas, Rádio Cumbica e Rádio Itatiaia de Minas Gerais, eu e o radialista José Carlos Alvarenga, já havíamos previstos uma disputa acirrada entre a do Acadêmicos do Tatuapé, Mocidade Alegre, Mancha Verde, Vai Vai, Império da Casa Verde, Dragões da Real e Tom Maior que estariam correndo por fora. Entretanto, nas nossas previsões, só erramos nas classificações da Vai Vai, diga-se de passagem decepcionante, e da Império. Para o grupo de acesso nossas previsões também foram certeiras com as vencedoras Águia de Ouro e Colorado do Brás. Uma análise quase que perfeita diante do trabalho apresentados pelas escolas.
Porém, o que estava fora da nossa avaliação foi a queda da Unidos do Peruche, uma escola que trabalhou muito para fazer um bom Carnaval, mas começou a despencar nos quesitos Enredo, Samba Enredo, Fantasia e Alegoria. Com a queda da Peruche e Independente Tricolor, para o grupo de Acesso, em 2019 este grupo terá a presença das mais tradicionais escolas de samba de São Paulo. Ou seja, no ano que vem o Acesso poderá protagonizar os “grandes desfiles da Avenida Tiradentes” quando a disputa era entre as escolas tradicionais como: Camisa Verde e Branco, Nenê de Vila Matilde, Unidos do Peruche, Leandro de Itaquera e Barroca da Zona Sul. Todas agora na segunda divisão e numa disputa para duas vagas no Grupo Especial. “Quem diria hem?” “Lamentável!”
No entanto, depois da ressaca dos maus resultados, muitos boatos e falsas notícias “pipocam” nas redes sociais de que vai mudar isso, ou aquilo. Que assim não pode continuar e etc, etc, etc… Porém, nada oficial. Todavia, por outro lado, presidentes e diretores das escolas se “justificam” dizendo que “não fizeram bom Carnaval por falta de recursos e apoio das comunidades”. Um blá, blá, blá de sempre e estorinhas que não convence ninguém! Ou seja, uma tremenda falta de respeito com os sambistas de verdade e as comunidades do samba.
No Rio de Janeiro as críticas sociais na boca do povo

Carnaval com “Cara do Povo” também foram os desfiles das Escolas de Samba do Rio de Janeiro. O tom de protestos e de críticas sociais ficou por conta da campeã Beija Flor de Nilópolis, da surpreendente Paraíso do Tuiuti e da sempre audaciosa Acadêmicos do Salgueiro. O show das campeãs cariocas ainda teve as presenças da Portela com o enredo “De repente de lá pra cá e Dirrepente daqui pra lá”; da Mangueira com o enredo “Com dinheiro ou sem dinheiro eu brinco o Carnaval”, (uma crítica ao prefeito Marcelo Crivela, que cortou pela metade os recursos das escolas); e da Mocidade de Padre Miguel que fez uma homenagem da valorização cultural entre o Brasil e a Índia.
Mas o ponto alto dos desfiles das campeãs do Rio, foi a Beija Flor que mostrou a indignação do povo com a bandalheira que virou a política brasileira e o descaso que o Rio de Janeiro passa com a falta de segurança, falta de empregos e da roubalheira e corrupção dos governantes. Já a Paraíso do Tuiuti deu a volta por cima (de um desfile tumultuado em 2017), fez um show com o enredo “Meu Deus, Meu Deus, está extinta a escravidão?”. Tema que deixou o público da Marques de Sapucaí encantado com sua passagem mostrando a realidade do povo negro e da negritude nos dias de hoje. Destacamos aqui, as vozes de Celsinho Mody (bicampeão pela Acadêmicos do Tatuapé) e Grazzi Brasil (primeira voz feminina da Vai-Vai), que interpretaram o samba enredo da Tuiuti na Marquês de Sapucaí.
Para finalizar, vale ressaltar o grande trabalho da Equipe Sintonia de Bambas na cobertura do Carnaval 2018. Apesar dos obstáculos e os impedimentos que por vezes atrapalharam o desenvolvimento dos trabalhos, o profissionalismo dos nossos repórteres (Nelson Gariba, Shirlei Dias, Lailson Leôncio, Hauana Caetano, Júlio César, Gabryella Dias e Ana Lígia), superaram todas dificuldades.
Agradecemos também a RioTur e a Liesa pela a atenção e apoio aos jornalistas Valdir Sena, Brás Pereira e José Carlos Alvarenga durante a cobertura da Rádio Cumbica AM em parceria com a Rádio Sintonia de Bambas e o Jornal São Paulo de Fato.
Valdir Sena – Jornalista, radialista e cronista de Carnaval.
