Os desfiles da UESP de Blocos Especiais e Acesso de Blocos de Fantasias na Rua Alvinópolis (sábado 22 e domingo 23 de fevereiro) trás de volta às tradições do Carnaval de raiz na Vila Esperança. “Há mais de 50 anos, a UESP mantém viva a essência do Carnaval de Bairros, levando cultura e entretenimento para diversas regiões da cidade”, ressalta o presidente da entidade, Alexandre Magno, o Nenê.
Segundo ele, a estrutura montada para 2025 é ainda mais robusta que no ano passado. “A cada ano, buscamos a melhoria da infraestrutura para tornar o espetáculo das nossas agremiações ainda melhor”, afirma Magno. Ele reforça que a proposta da UESP é garantir um Carnaval acessível e inclusivo. “Fazemos um Carnaval do povo para o povo, exaltando sempre a essência e as potencialidades dos agentes culturais. Hoje, a capital paulista tem uma das maiores celebrações desta festa no Brasil, projetando o potencial turístico da cidade, a economia criativa e a cultura popular” , destaca.
A abertura do pré Carnaval da UESP na Vila Esperança contou com a presença da Embaixada do Samba Paulistano, a Corte 2025 da UESP, da subprefeitura da Penha Kátia Falcão, do vereador Ricardo Teixeira, secretária de Direitos Humanos e Cidadania – Regina Santana (representando o prefeito Ricardo Nunes), imprensa especializada, entre outras personalidades do cenário do Samba Paulistano.
UESP
Foto Capa: UESP/Divulgação
Os desfiles do Carnaval SP 2025 pela UESP já têm data marcada: de 22 de fevereiro a 3 de março. Serão 67 agremiações filiadas à União das Escolas de Samba Paulistanas (UESP) que levarão alegria às ruas da cidade. A festa acontece na Avenida Eliseu de Almeida, no Butantã (Metrô Vila Sônia), e na Rua Alvinópolis, na Vila Esperança (Metrô Vila Matilde), mantendo viva a tradição do samba nos bairros paulistanos.
A programação tem início no sábado (22/2) com os desfiles dos Blocos de Fantasia (Acesso e Especial) na Rua Alvinópolis, na Vila Esperança. A entrada é gratuita, e os espectadores também poderão acompanhar a festa ao vivo pelos canais da UESP e da Vem TV no YouTube.
Tradição e fortalecimento do Carnaval de Bairros
Há mais de 50 anos, a UESP mantém viva a essência do Carnaval de Bairros, levando cultura e entretenimento para diversas regiões da cidade. Segundo o presidente da entidade, Alexandre Magno, o Nenê, a estrutura montada para 2025 será ainda mais robusta que no ano passado.
“A cada ano, buscamos a melhoria da infraestrutura para tornar o espetáculo das nossas agremiações ainda melhor”, afirma Magno. Ele reforça que a proposta da UESP é garantir um Carnaval acessível e inclusivo. “Fazemos um Carnaval do povo para o povo, exaltando sempre a essência e as potencialidades dos agentes culturais. Hoje, a capital paulista tem uma das maiores celebrações desta festa no Brasil, projetando o potencial turístico da cidade, a economia criativa e a cultura popular” , destaca.
Organização e apoio
A UESP é responsável pela organização dos desfiles oficiais das agremiações de base da cidade de São Paulo. Os eventos são realizados em parceria com a Prefeitura, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, com apoio da São Paulo Turismo e da Secretaria Municipal de Turismo.
A entidade conta com 67 escolas e blocos divididos em diferentes grupos: Especial de Bairros, Acesso de Bairros 1, 2 e 3, além dos Blocos de Fantasia, tanto do Grupo Especial quanto de Acesso.
Confira a programação completa dos desfiles:
Na Vila Esperança – Sábado (22) – Acesso e Blocos Especiais
17h20 – União da Trindade
18h – Unidos do Abaté
18h40 – Imperatriz do Jaraguá
19h20 – Não Empurra que é Pior
20h – Chorões da Tia Gê
20h40 – Pavilhão 9
21h20 – Unidos do Palmares
22h – Inajar de Souza
22h40 – Unidos do Guaraú
Na Vila Esperança – Domingo (23) – Acesso e Blocos Especiais
16h20 – Império do Morro
17h – Unidos do Pé Grande
17h40 – Caprichosos da Zona Sul
18h20 – Mocidade Independente da Zona Leste
19h – Mocidade Amazonense
19h40 – Caprichosos do Piqueri
20h20 – Garotos da Vila
21h – Vovó Bolão
21h40 – Kacike da Vila
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UESP e a Liga unidas no debate pela cultura do samba paulistano
Foto Capa: Francisco Lira
Texto: Valdir Sena
A Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo (Liga SP) e a União das Escolas de Samba Paulistanas (UESP) se uniram para promover o 1º Seminário do Samba Paulista que traz uma programação rica em debates e homenagens, com o objetivo de fortalecer e resgatar a cultura carnavalesca.
Uma homenagem às raízes

Foto: Divulgação
O evento teve início no dia 2 de dezembro, em comemoração ao Dia Nacional do Samba, com uma cerimônia de abertura que reuniu sambistas, baluartes das Velhas Guardas, representantes de escolas de samba e jornalistas do Carnaval. A Liga e seu Departamento de Velha Guarda destacaram figuras importantes do samba paulista, como Mestre Gabi, Raimundo Mercadoria, Fernando Penteado e Arnaldo Guedes, e outros bambas responsáveis por manter viva a memória e a história do Carnaval de São Paulo.
Entre os homenageados da noite estavam o jornalista Clovis Messias, reconhecido por sua contribuição para a organização dos primeiros desfiles de escolas de samba na década de 1950, durante a gestão do então prefeito Faria Lima. Outras homenageadas foram Dona Zefa, uma das baianas mais antigas do Brinco da Marquesa e dona Arlete Maria Alves de Souza, coordenadora do Departamento da Velha Guarda da Escola Nenê de Vila Matilde. O presidente da Liga, Sidnei Carriolo, entregou uma placa de prata a Clovis Messias, destacando sua dedicação ao carnaval paulistano.
Debates sobre passado e futuro
O Seminário tem por objetivo refletir sobre temas essenciais para o mundo do carnaval, trazendo discussões como as origens do samba, tradições e rituais das escolas, batizados de sambistas, organização dos desfiles, além da gestão e o papel das escolas de samba como empresas. Todos os temas visam valorizar a história e, ao mesmo tempo, apontar caminhos para o futuro do carnaval.
Os debates e palestras ocorrem entre os dias 3 e 6 de dezembro, das 19h30 às 21h, no auditório da Liga SP, localizado na Fábrica do Samba, na Barra Funda.
Fortalecimento da cultura

Foto: Divulgação
O Departamento da Velha Guarda da UESP preserva as tradições do samba. A “Velha Guarda” é composta pelos membros mais antigos e experientes das agremiações, que desempenham um papel essencial na transmissão de conhecimentos históricos, artísticos e culturais para as novas gerações, fortalecendo a identidade do samba.
A Semana do Samba Paulista é mais do que uma celebração: é um marco para quem vive e respira o samba, reafirmando a importância dessa expressão cultural como um dos pilares do Carnaval de São Paulo.
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Presidente da UESP destaca importância cultural do Carnaval Paulistano
Foto Capa: Nelson Gariba
A UESP, uma das mais antigas entidades carnavalescas do Brasil, celebrou seu cinquentenário em 2023 e para compreender sua relevância no Carnaval SP, conversamos com seu atual presidente, Alexandre Magno (Nenê). Ele ressaltou a gênese da fundação da UESP como resposta à legalização do Carnaval SP. Além de reforçar o papel da matriz do samba como elo entre as escolas de samba, o poder público e as entidades privadas.
Segundo Alexandre, a UESP é mais do que uma simples associação de escolas de samba; ela é uma entidade que tem raízes profundas na cultura do samba e que desempenha um papel crucial na formação e desenvolvimento das agremiações carnavalescas da cidade. “Não são muitas escolas, são todas as escolas que passam pela UESP. Muita gente acha que a escola tem que começar como bloco, um bloquinho, e depois virar escola. Em São Paulo, a categoria escola de samba e bloco são distintas. Cada uma é um segmento dentro do samba, da estrutura do Carnaval. Em algumas cidades do Brasil, as escolas precisam primeiro ser blocos para depois se tornarem escolas. Por exemplo, no Rio de Janeiro, elas começam como blocos e depois passam a ser escolas de samba. Aqui em São Paulo, não. Inclusive, algumas escolas eram blocos e passaram a ser escolas, como é o caso da Gaviões da Fiel, a Torcida Jovem, a escola de samba Flor de Lis, escola de samba Unidos de Santa Bárbara, Mocidade Alegre, entre outras. Elas eram blocos e, por opção, se tornaram escolas de samba. Isso é diferente do que aconteceu com o Vai Vai e a Camisa Verde, que eram cordões carnavalescos e foram obrigados a se tornar escolas de samba para poderem participar do concurso.” enfatiza o Presidente.
Durante a conversa, Alexandre contou histórias sobre o universo carnavalesco e, emocionado, explicou a complexidade e a riqueza cultural por trás do Carnaval Paulistano, enfatizando que o Carnaval, ao contrário do que muitos pensam, não é apenas uma festa popular, mas sim um conjunto de tradições que vêm das escolas de samba e dos blocos, formando uma cultura rica e matriarcal. Ele compara essa relação com a dinâmica familiar, onde os mais velhos passam seus ensinamentos aos mais jovens, criando uma teia de ancestralidade e respeito mútuo que se estende por gerações.
Ao falar sobre sua própria trajetória, Alexandre ressaltou a importância dos bambas do Carnaval que o inspiraram e se tornaram seus ‘heróis’. Além de reforçar que na UESP a verdade se revela sem disfarces. Seja na concentração, durante o desfile ou no meio do público, todos se misturam para criar uma atmosfera de participação popular intensa. Para assistir os desfiles, o acesso é gratuito e o público pode não apenas curtir os desfiles, mas também interagir de forma espontânea e apaixonada. Mas nem tudo são apenas momentos de alegria e harmonia. Alexandre também menciona os desafios enfrentados pelas escolas, desde problemas técnicos até questões internas de componentes. No entanto, é justamente nesses momentos de dificuldade que a comunidade se une ainda mais, torcendo e apoiando para que tudo dê certo.
Para Nenê, a polêmica é algo que não deve ser evitado, mas sim encarado de frente. “Eu adoro uma polêmica, eu não fujo delas” afirma ele, destacando o papel dos jurados ou avaliadores quando chega a apuração dos resultados no Carnaval e, que em um encontro descontraído com o Presidente da Liga, ambos buscaram conversar sobre como encontrar a ‘fórmula mágica’ para o assunto. Alexandre reconhece que não existe uma fórmula perfeita. Erros acontecem, e a questão crucial é distinguir entre erros genuínos e má-fé. Para os primeiros, a UESP busca uma abordagem de aprendizado e reciclagem, incentivando os avaliadores a identificar seus próprios erros e buscar melhorias constantes. Ele ainda argumenta que a subjetividade do conceito criatividade torna difícil sua aplicação justa e objetiva no processo de avaliação. Na tentativa de mitigar equívocos, ele menciona a exclusão da palavra ‘criatividade’ dos critérios de avaliação na UESP. Para o Sintonia de Bambas, Alexandre afirmou que a UESP tem se empenhado em oferecer um curso de avaliadores cada vez mais atualizado, destacando a importância da grade curricular, que é constantemente revisada e ampliada. Uma das preocupações centrais é a escrita e a coesão dos textos de avaliação, aspectos muitas vezes negligenciados que podem comprometer todo o trabalho e para ajudar os avaliadores, a UESP está considerando até mesmo palestras com psicólogos, visando não apenas o aprimoramento técnico, mas também o bem-estar e a capacidade dos avaliadores de lidar com a pressão e as exigências do processo.
Um dos destaques da fala de Alexandre foi que nos últimos anos, a UESP enfrentou diversos desafios financeiros, como a falta de investimentos e a estagnação nos recursos para o Carnaval, por quase quinze anos. Com a atuação da Secretaria de Cultura, como aliada fundamental na luta pela valorização da cultura carnavalesca em toda a cidade, a mobilização política liderada pelo vereador Milton Leite que foi fundamental na discussão da importância dos investimentos do Carnaval na Câmara Municipal, enquanto o vereador Ricardo Teixeira se destacou por repor recursos financeiros essenciais para a continuidade das atividades carnavalescas. “A atual gestão traz o Carnaval para a cultura, porque a cultura, para ser bem sincero, nunca nos reconheceu como parte da indústria criativa. A cultura nunca olhou para o Carnaval e pensou na história de São Paulo, no samba como um todo. O samba demorou, inclusive, para entrar na virada cultural. Vejo os prefeitos de outras cidades brigando contra o Carnaval, com uma visão preconceituosa e covarde nas falas que… Não, não posso investir dinheiro no Carnaval porque está faltando na creche, está faltando no posto de saúde. A fala covarde de que o dinheiro é carimbado, por essa visão do racismo estrutural, do racismo que está nas entranhas da nossa sociedade, e também dessa questão de ideologia religiosa. Então, os prefeitos estão acabando com o Carnaval, e São Paulo não, fez o caminho contrário.” – ressalta Nenê.
Alexandre ainda enalteceu sua equipe e o progresso com o crescimento da UESP não só com os desfiles, mas também os benefícios diretos aos sambistas e o público em geral. Destacando a relação entre as escolas de samba e as comunidades carentes, onde essas instituições culturais se tornam espaços de oportunidades para jovens e adultos, oferecendo atividades sociais e educativas. Além disso, o presidente comentou sobre as melhorias planejadas, como aperfeiçoamentos na iluminação, maior valorização e humanização de todos os envolvidos no Carnaval SP 2025. E, como ponto pé inicial , a UESP está trabalhando em parceria com a Vem TV para o sorteio dos desfiles 2025 das Escolas de Samba de Bairro. O evento é restrito aos representantes das agremiações filiadas à UESP e será transmitido ao vivo, no dia 15 de junho (sábado), a partir das 13 horas pelos canais do YouTube da UESP e da Vem TV.
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Carnaval UESP: noite de shows musicais coroa a Corte eleita em 2024
Foto: divulgação UESP
Os 50 anos da UESP (União das Escolas de Samba Paulistana) foram celebrados em grande estilo no Auditório Simon Bolivar do Memorial da América Latina. O evento, que contou com o apoio da Secretaria Municipal da Cultura, marcou o encontro de união entre sambistas de raiz e comunidades das escolas de samba da cidade.
A eleição da Corte do Carnaval da UESP 2024 foi uma noite de pura magia, com um espetáculo à parte que ficará marcado na história. A cerimônia apresentou 16 candidatas a Miss e 11 a Passistas de Ouro e Prata. O palco contou com as apresentações da cantora Paula Lima e do Grupo Fundo de Quintal, que presentearam o público com uma produção espetacular. O Presidente da UESP, Alexandre Magno, conhecido como Nenê, ressaltou que o evento é um capítulo especial nos 50 Anos da União das Escolas de Samba Paulistana.
A comissão julgadora, composta por personalidades do samba vinculadas direta ou indiretamente ao Carnaval, avaliou os candidatos nos quesitos Samba no Pé, Elegância e Comunicação. Os vencedores foram anunciados com grande festa:
Keisi Cristine – eleita Rainha do Samba
Letícia Miranda – 1ª Princesa do Samba
Mylenna Sales – 2ª Princesa do Samba
David Lira – Passista de Ouro
Aloísio Júnior – Passista de Prata
Parabéns a todos! Que seja um lindo reinado repleto de alegria e felicidade!

Embaixada do Samba Paulistano – Foto: Divulgação/UESP
A cerimônia contou com a presença da Secretária Municipal da Cultura, Aline Torres, representando o Prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, e diversas autoridades. A bateria da Escola de Samba Flor de Vila Dalila deu o ritmo no quesito Samba no Pé, enquanto os embaixadores da Embaixada do Samba Paulistano prestigiaram o evento.
O espetáculo foi um marco na história do Carnaval paulistano, reforçando a importância cultural e a tradição da UESP. Que venham mais anos de celebração e união, consolidando o legado de cinco décadas de história da União das Escolas de Samba Paulistana.
Foto Capa: Divulgação/UESP
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