Foto Capa: Dayse Pacifico
A Sociedade Rosas de Ouro cruzou a avenida nesta madrugada de sábado (14) como a quinta agremiação a se apresentar, trazendo para o Anhembi uma atmosfera de misticismo e rigor estético. E parece que a influência do enredo também estava no início do desfile da Roseira! Com o mercúrio retrogrado bem na concentração com um atraso de aproximadamente de 15 minutos, por causa de óleo na avenida, a agremiação entrou em alinhamento planetário antes de presentear o público no Anhembi com um belo desfile.
Sob a liderança de Angelina Basílio, a comunidade apresentou o enredo “Escrito nas Estrelas”, desenvolvido pelo carnavalesco Fábio Ricardo. A proposta escapou da astronomia literal e apostou na dimensão simbólica do céu: os astros como linguagem para falar de escolhas, identidade e pertencimento
A narrativa percorreu a relação ancestral da humanidade com o firmamento até chegar à popularização do Zodíaco, entendendo a astrologia como ferramenta de leitura do mundo. Mas havia também a matemática do Carnaval. Por conta de uma sanção administrativa aplicada às vésperas da disputa, a escola iniciou sua apresentação carregando a perda de meio ponto. A situação impôs um desafio evidente: cada passo, cada formação e cada detalhe precisam trabalhar a favor da excelência.
Esse apagão típico de quem estava com ascendente em Peixes e acabou perdendo prazos terrestre. não atrapalhou o que vimos no Anhembi. Foi o espirito inovador de Aquário assumindo o controle no desfile. Agora é aguardar a apuração na terça-feira (17) para saber se a Roseira vai transmutar energia em bicampeonato.
ENTENDA O ENREDO
O ponto de partida foi a necessidade humana de buscar respostas no céu. Dos calendários das civilizações antigas à organização simbólica dos signos, o desfile mostrou como observar os astros sempre foi uma tentativa de compreender a própria vida.
Nesse desenho, a Rosas de Ouro surge como estrela que orienta sua comunidade na Brasilândia. A mensagem não ignora os obstáculos terrenos, mas aposta na combinação entre fé, trabalho e técnica como forças capazes de redesenhar qualquer previsão.
O encerramento projeta a “Roseira” como uma estrela guia para sua comunidade na Vila Brasilândia, defendendo que o sucesso da agremiação é uma força cósmica sustentada pela fé e pela técnica, independentemente dos obstáculos terrenos.
Facebook comentário