02 de dezembro Dia Nacional do Samba, um data especial em sua homenagem. No entanto, como nos alerta o poeta Nelson Sargento nas sábias letras e melodia do ” Samba, … Agoniza mas não morre,… Alguém sempre te socorre,…Antes do suspiro derradeiro.…” Nos leva a fazer uma grande reflexão sobre as modificações que envolve a cultura sambísticas e as manifestações cultural, histórias e de educação como os desfiles das escolas de samba no carnaval.
Pois a menos 100 dias para os desfiles das escolas de samba no Carnaval 2024, o Sambódromo do Anhembi em São Paulo, passa por um enredo de modificações e destruição de alguns pilares que fazem parte do cenário dos espetáculos das escolas de samba. Um palco de longas histórias pra mais de 30 anos que hoje virou um “canteiro” de obras.
Nesse ponto nos leva a refletir novamente nos versos do samba de Nelson Sargento quando diz sobre a mudança de estrutura, a imposição de outra cultura e que os atores das comunidades sambistas não perceberam.
Segundo a Prefeitura de São Paulo, as obras no Complexo do Anhembi, onde também se localiza o Sambódromo, faz parte das modificações exigidas no projeto das novas estruturas do Parque Anhembi e que vai atender o interesse público entre outras ações da iniciativa pública e privada.
Taí um enredo cheio de “bla, bla” e “lero, lero” e de quesitos mal explicados que na nossa opinião não justifica tanta imposição nas estruturas do cenário das escolas de samba no carnaval. Modificações que vai interferir desde a organização da composição das alas das escolas e do alinhamento dos carros alegóricos no setor da concentração do Sambódromo.
Acredito que a montagem da escola e a composição da sequencia proposto no enredo, deverá ser mais um dos grandes desafios a serem vencidos pelos carnavalescos e coordenadores. Afinal, o acesso das escolas na pista de desfile não vai ser mais o mesmo.
Todavia, acreditamos que o samba e as escolas vão superar todos obstáculos do momento. Pois como já dizia velho poeta Nelson Sargento: “Samba, Negro, forte, destemido… Foi duramente perseguido… Na esquina, no botequim, no terreiro… Samba, Inocente, pé-no-chão…”
Valdir Sena – Jornalista, Radialista e Cronista de Carnaval
Carnaval SP
Fábrica do Samba é batizada com grandes nomes do Carnaval SP
Na noite de segunda-feira (27), a Liga SP deu um passo significativo para eternizar a memória dos gigantes do Carnaval paulistano. A Fábrica do Samba I, localizada na Avenida Dr. Abraão Ribeiro, foi palco de uma grande celebração na inauguração dos novos nomes que vão batizar o Complexo e suas Alamedas.
A cerimônia contou com a presença da imprensa, representantes das Escolas de Samba de São Paulo e herdeiros diretos ou indiretos dos homenageados. A escolha dos nomes foi realizado por votação popular, de maneira online, e foi encerrada no dia 15 de novembro. Com essa iniciativa, a Liga SP busca preservar e enaltecer a história do Carnaval de SP, oferecendo um tributo memorável para celebrar o passado e também inspirar as novas gerações a seguir os passos desses bambas que são peças chaves na tradição que embalam os dias de folia, proporcionando mais representatividade para o local que, atualmente, é um espaço ocupado por treze Agremiações.
Confira a lista completa de homenageados e seus respectivos espaços:
Nome do Complexo: Deolinda Madre (Madrinha Eunice)
Fundadora da Sociedade Recreativa Beneficente Esportiva da Escola de Samba Lavapés Pirata Negro, a mais antiga de São Paulo ainda em atividade, a Madrinha Eunice é reverenciada como um ícone do Carnaval Paulistano. Sua dedicação à cultura afro-brasileira e ao samba transcende as avenidas, estabelecendo Madrinha Eunice como uma figura essencial na construção de cultura social do Carnaval na capital.
Sede Administrativa Liga-SP: Eduardo Basílio
Uma das notáveis figuras do Carnaval Paulistano, Eduardo Basílio, foi fundador da Sociedade Rosas de Ouro, Escola de Samba com origem na Vila Brasilândia. À frente da nação azul e rosa até seu falecimento em 2003, Basílio também desempenhou um papel fundamental na formação da Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo. Seu legado transcende as vitórias e marcou uma era no coração dos sambistas.
Espaço Cultural: Octávio da Silva (Talismã)
Talismã, com sua habilidade única, foi uma peça fundamental na trajetória musical e carnavalesca de São Paulo. Renomado compositor, ele deixou um legado imenso ao criar alguns dos mais icônicos Sambas-Enredo do Carnaval, além de ter contribuído com o hino da Camisa Verde e Branco e, colaborado como compositor e Carnavalesco em outras Agremiações de São Paulo, incluindo a Rosas de Ouro, o Morro da Casa Verde e a Unidos de Vila Maria.
Alameda: Alberto Alves da Silva (Seu Nenê)
Alberto Alves da Silva, o Seu Nenê, é um grande bamba da Carnaval SP. Ele dedicou sua vida ao samba e à construção de uma das mais respeitadas agremiações de São Paulo, a Nenê de Vila Matilde. Sambista de raiz, sempre caracterizado pelo seu icônico chapéu e pelo forte sotaque paulistano, Seu Nenê também conquistou afeto e respeito das demais Escolas de Samba na cidade. Sua trajetória é marcada pelo seu carisma e seu legado duradouro no cenário do Carnaval Paulistano.
Alameda: Juarez da Cruz (Seu Juarez)
Juarez da Cruz, carinhosamente conhecido como Seu Juarez, é um dos fundadores da Escola de Samba Mocidade Alegre. Nascido na década de 30, sua paixão pelo samba e pela cultura popular brasileira foi fundamental na criação da Agremiação em 1967, contribuindo para o desenvolvimento do Carnaval que vimos atualmente.
Alameda: Sebastião Eduardo do Amaral (Pé Rachado)
Pé Rachado é imortalizado em uma Alameda, honrando sua contribuição ímpar ao universo do samba e do Carnaval. Comandando o Vai-Vai de 1960 a 1967, conquistou oito títulos e com sua aproximação na Estação Primeira de Mangueira, em 1974, fundou a Escola de Samba Barroca Zona Sul.
Confira as homenagens e ainda aproveite para curtir a Festa de Lançamento dos Sambas-Enredo Carnaval SP 2024, que acontece neste sábado, dia 02 de dezembro. Adquira seu ingresso com toda a comodidade pelo site do Clube do Ingresso no Link de Compra e retire seu CD no evento. Os Sambas Enredos estão disponíveis em diversas plataformas digitais, clique aqui e ouça agora.
Foto Capa: Divulgação Liga SP
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Campeã do Grupo Especial de Bairros da União das Escolas de Samba Paulistanas (UESP) em 2023, a Escola de Samba Unidos de São Lucas se prepara para brilhar no Sambódromo do Anhembi em busca do título do Carnaval SP 2024 pelo Grupo de Acesso II. O Enredo intitulado “O Canto das Três Raças… O Grito de Alforria do Trabalhador”, destaca a influência e a contribuição de diferentes grupos étnicos para a formação da identidade cultural do país.
O Carnavalesco Fernando Dias, em parceria com o Enredista Felipe Diniz, assume a responsabilidade pela criação visual do tema e ressalta a importância do conhecimento sobre a cultura negra, indígena e branca no Brasil. Ele destaca que todas essas culturas desempenharam um papel crucial no grito de liberdade das minorias, enfatizando a visão contemporânea do “Canto das Três Raças”. Segundo ele, a influência cultural permeia um contexto amplo que impacta a comunidade, despertando a consciência para a necessidade de reivindicar direitos e preservar a riqueza cultural miscigenada que caracteriza o povo brasileiro.
Em uma entrevista ao Site Sintonia de Bambas, Fernando Dias explica que, por meio da expressão visual durante o Desfile da São Lucas, busca não apenas retratar o grito e a luta diária do povo brasileiro, mas também evidenciar a rica cultura desenvolvida a partir do contexto miscigenado das três raças. Além disso, ele comenta que o Brasil emergiu de um período político desafiador e que o Desfile quer lembrar à sociedade que os trabalhadores são a base de sustentação nacional.
Ao ser questionado sobre a relação racial com as raízes culturais da comunidade de São Lucas, Fernando responde afirmativamente: “A Unidos de São Lucas é uma comunidade miscigenada, refletindo todas as tonalidades de pele e as bases culturais transmitidas de geração em geração. A comunidade se identificou imediatamente com as histórias de luta apresentadas no Enredo, criando uma conexão única.” e destaca as palavras luta, vontade, verdade e renascimento na sua passagem pela Agremiação.
Com uma compromisso com a representação da diversidade e da cultura brasileira em 2002, o Enredo “Humor, Humoral, Humorizado – Nóbrega e os Filhos do Riso!”, em homenagem ao comediante Manuel de Nóbrega teve a participação de Jorge Lafond como Rainha de Bateria e marcou a trajetória da Unidos de São Lucas no Grupo Especial da Liga SP.
Para ouvir o Samba Enredo da Unidos da São Lucas em 2024, os sambistas já podem realizar o pré-save do álbum com os Sambas Enredos das Escolas de Samba 2024 nas plataformas digitais e curtir a obra completa a partir desta sexta-feira, 24. Já no dia 2 de dezembro, sábado, no “Dia Nacional do Samba”, será vez de participar da festa de lançamento do CD dos Sambas Enredos do Carnaval de 2024 que acontece na Fábrica do Samba 1 na Avenida Dr. Abrahão Ribeiro, 505, na Barra Funda.
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Terceiro Milênio mantém vivo o ritmo da tradição no Carnaval 2024
No Carnaval de 2024, a Escola Estrela do Terceiro Milênio promete encantar mais uma vez no Grupo de Acesso I na busca por uma vaga no Grupo Especial com um Enredo que resgata tradições, mitos e valores culturais africanos. O Enredo “Vovó Cici conta e o Grajaú canta: O Mito da Criação”, é uma narrativa em terceira pessoa que vai destacar a figura cativante de Vovó Cici de Oxalá, uma contadora de histórias afro-brasileiras que conquista a todos com sua sabedoria e sensibilidade sobre a nossa cultura ancestral.
A protagonista dessa história é Nancy de Souza e Silva, uma carioca cativante e que exerce a função de Egbomi do Terreiro Ilê Axé Opô Aganju em Salvador, Bahia. Mais conhecida como Vovó Cici, ela se tornou um ícone na preservação da cultura afro-brasileira e sua rica tradição da oralidade ao usar sua voz calma e tom lúcido para promover conhecimento e acolhimento em sua comunidade, na televisão e nas redes sociais.
Sem se limitar apenas à tradição oral, o Enredo da Comunidade do Grajaú vai destacar a capacidade do Carnaval de ser um veículo para preservar e disseminar histórias que fazem parte da rica herança cultural africana e suas religiões. A proposta é construir identidades e fortalecer os laços culturais, utilizando o desfile da Agremiação como uma porta de entrada para o conhecimento e promover uma educação antirracista através da arte.
À frente da Bateria Pegada da Coruja desde o final do Carnaval de 2019, o Mestre Velloso é uma figura fundamental nessa jornada. Em uma entrevista exclusiva ao Sintonia de Bambas, ele ressaltou o seu papel no Carnaval como fonte de contribuição e inspiração para as futuras gerações. Para Velloso, a prática da percussão e da música é uma oportunidade contínua de crescimento da cultura negra dentro da quadra da Escola. Como praticante do candomblé, o Mestre Velloso ainda destaca a afinidade natural entre as religiões afro-brasileiras e o Carnaval, enfatizando a representatividade negra como elemento fundamental. Ele acredita que a expressão artística dos desfiles é uma poderosa ferramenta para promover a compreensão e valorização da cultura milenar africana.
O enredo 2024 da Terceiro Milênio irá contribuir na representação e valorização de uma personagem central e muito importante do Brasil, a Vovó Cici, uma influencer ancestral e que resgata nossa cultura pelas mídias sociais. Como é tocar e conduzir a bateria no decorrer do desfile para uma figura tão especial?
“É muito gratificante para mim conduzir o coração da Escola em uma homenagem a alguém tão especial para o candomblé. Um ser que é tão conhecido por trazer histórias tão presentes em nossa religião e que, através desse lindo trabalho que a Terceiro Milênio fará, uma das muitas histórias que ela conta será conhecida por diversas pessoas, inclusive aquelas que não têm contato com o candomblé.”
Como o seu conhecimento sobre a cultura negra influencia sua participação dentro de uma comunidade do Carnaval e como você, como Mestre de Bateria, enxerga a sua contribuição para a preservação dessas tradições culturais?
“É necessário entender que o Carnaval, as religiões de matriz africana e o povo negro não são assuntos distintos. O candomblé e o Carnaval são transmitidos de geração em geração, construídos pelo povo negro. Eu parto desse princípio para conduzir o meu trabalho e compreender que a minha imagem hoje, e o que eu construo, deve honrar o solo pelo qual essas pessoas tanto lutaram para que pudéssemos ocupar esse espaço. Chamamos isso de ancestralidade… E ela deve ser honrada!
Entendo que a minha contribuição está em manter viva a chama que foi acesa há tantos anos, passada dos nossos mais velhos para nós e de nós para as futuras gerações. Novamente, o candomblé se relaciona com o Carnaval, pois, ao contrário de muitas religiões, o nosso conhecimento se constrói na oralidade, na vivência. Não seguimos um livro específico com regras, e o mesmo acontece com o Carnaval.
Veja só: você observa um filho acompanhando seu pai em um ensaio, vendo-o tocar um instrumento, e nota que ele quer fazer aquilo. Ele se espelha nesse exemplo, deseja seguir pelo que ouve, pelo que vê, e assim conseguimos difundir e manter viva a nossa cultura. Essa é a minha missão e a minha contribuição: inspirar, proporcionar oportunidades para que a nossa cultura possa crescer.”
Soube que você é um excelente Ogã, como você se organiza ao longo do ano para preparar o desfile e conseguir participar dos rituais religiosos?
“Primeiramente, gostaria de agradecer pelo elogio e expressar que tenho muito a aprender para poder contribuir com o Candomblé e o Axé, nos quais me encontro hoje. Sou um eterno aluno dentro da religião. Em relação à forma como me organizo, busco ser transparente com o sacerdote/sacerdotisa da casa, explicando sobre a minha rotina e o meu trabalho para verificar se condiz com as diretrizes do terreiro. Cumpro com as minhas obrigações como filho de santo, como ogã, como devoto dos Voduns, auxiliando no que for necessário, protegendo-me conforme devo e seguindo alguns preceitos, se necessário.”
Com tantas mudanças na estrutura nos ritmos, você acredita que ainda será possível ver contribuições e influências das religiões afro-brasileiras dentro da formar como renovar os ciclos de músicos dentro de uma bateria? Ou você enxerga outras questões a serem um desafio quando falamos de religião dentro da Escola de Samba?
“Sem sombra de dúvidas, as religiões afro-brasileiras têm uma influência significativa na cultura das Escolas de Samba e na formação das baterias. Elas contribuíram e contribuem para a construção e riqueza dos ritmos. Entretanto, existem desafios, como o respeito às crenças individuais e a preservação da autenticidade cultural e rítmica, para que não se torne o ‘mais do mesmo’, fato esse que precisa se manter em equilíbrio. O mais importante é encontrar maneiras de manter essa conexão cultural e espiritual, ao mesmo tempo em que evoluímos e abraçamos mudanças na música e na dinâmica das Escolas de Samba.”
Como você resume sua história na Terceiro?
“Cheguei à Escola ao final do carnaval de 2019, onde, logo de início, percebi a expectativa e, ao mesmo tempo, a confiança que a Diretoria e a Presidência depositavam em mim. Sou um cara que foca muito na construção e na necessidade de ter uma bateria sólida, com base na casa e nos arredores da Escola. Por isso, tenho investido na formação de ritmistas em todos os naipes por meio da escolinha de bateria.
Hoje, vejo o trabalho com maior maturidade. Estamos colhendo os frutos desse esforço árduo, pois, como em qualquer outra profissão, enfrentamos dificuldades e defasagens, tanto eu quanto a minha Diretoria. Essas são situações que tentamos ao máximo sanar até o dia do desfile. O resultado tem surtido efeito até hoje. Estamos contentes com o nosso trabalho, e eu me sinto orgulhoso do caminho que percorremos até aqui.”

Foto Divulgação: Acervo da Escola
Os ritmistas da Estrela do Terceiro Milênio apresentarão uma nova camiseta para o Carnaval SP durante o lançamento do CD da Liga das Escolas de Samba no dia 02 de dezembro (sábado). A arte da camiseta que traz o Orixá Exú foi desenvolvida pelo artista plástico, grafiteiro e designer Vinícius Targa e que compõe uma coleção do artista sobre os orixás. A escolha da estampa foi feita pelo Mestre da Bateria Vitor Velloso, após uma sugestão da imagem realizada pelo Intérprete Darlan Alves. A ideia visa promover a conscientização para combater estereótipos e preconceitos religiosos referente a imagem do Orixá guardião do “povo da rua”.
Quer conferir o resultado dessa ação e curtir o lançamento dos Sambas de Enredo do Carnaval SP 2024?
A festa de lançamento dos Sambas Enredos do Carnaval SP 2024 terá início às 14h, na Fábrica do Samba, com uma animada Roda de Samba. Em seguida, acontece os desfiles compactos das Escolas de Samba dos Grupos de Acesso 1 e 2, além das integrantes do Grupo Especial. Os ingressos estão disponíveis por R$ 25 e incluem o álbum físico com as gravações oficiais dos sambas.
Para garantir sua presença, adquira os ingressos pelo site www.clubedoingresso.com ou na bilheteria física da Fábrica do Samba, na Av. Dr. Abraão Ribeiro – 505, de segunda a sexta, das 10h às 16h. Além disso, haverá venda de ingressos no dia do evento.
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Imperatriz da Paulicéia resgata tradições africanas no Carnaval SP 2024
Após garantir sua permanência no Grupo de Acesso 2 com o 8º lugar em 2023, a Imperatriz da Paulicéia reforça seu compromisso com a celebração da pluralidade, marcando presença no Carnaval SP 2024 com o Enredo “Maracatu – Bendito é o seu Rito”. A Agremiação promete uma homenagem repleta de representatividade e emoção sobre a festividade “Noite dos Tambores Silenciosos” com um desfile repleto de manifestações ricas em simbolismos sobre a religiosidade afro-brasileira.
A Presidente Maralice Lazarin, que assumiu a Direção da Escola de Samba em 2018, destaca a importância do compromisso da Agremiação com o resgate e valorização dos ritos africanos no Carnaval, ressaltando a relevância de sua comunidade na preservação das tradições culturais da nossa principal festa popular. Fundada em uma roda de samba, a Imperatriz da Paulicéia também teve seus desafios para se estabelecer no cenário do Carnaval e busca firmar raízes ao conquistar seu espaço no coração do público presente no desfile. Em 2024, a agremiação mira o futuro com otimismo, em busca do tão almejado “pote de ouro” no mundo do Carnaval.
Segundo alguns registros históricos do período de escravidão no Brasil, os negros eram proibidos de expressar suas crenças e tradições, por isso percorriam ruas e estradas em silêncio, um ato de resistência que se transformou em um símbolo poderoso da cultura afro-brasileira no Carnaval de Pernambuco e ao som do Maracatu, um ritmo popular na região nordeste, o Enredo da Imperatriz traz a Noite dos Tambores Silenciosos, com um dos pontos altos do seu desfile no Anhembi.

Foto Divulgação: Mestre de Bateria Rafaella Rocha
Apesar de ser um tema menos popular na região da Zona Leste de São Paulo, a comunidade da Imperatriz da Paulicéia se engajou ativamente na preparação do Enredo, aprendendo e se familiarizando com as riquezas culturais do Brasil. Em entrevista ao Sintonia de Bambas, a Presidente Mara destaca a importância dessa jornada de descoberta e também discutiu os avanços na representatividade de gênero em funções chaves no Carnaval, tendo como destaque a presença da Mestre Rafaella Rocha como figura importante à frente da bateria da escola. Confira abaixo!
O enredo 2024 da Imperatriz da Paulicéia vai homenagear um evento cultural tradicional que acontece em Recife, Pernambuco e que possuí uma forte tradição afro-brasileira que incorpora elementos do candomblé, umbanda e outras religiões afro-brasileiras. Como vamos prestigiar no decorrer do desfile, a narrativa e elementos desse sincretismo?
“Vamos mostrar os elementos de todo o ritual do maracatu, juntamente com as figuras marcantes, tais como o rei, a rainha, a dama do paço, e outros, sem esquecer de toda a representação religiosa que o cerca. A manifestação começa com a Comissão de Frente, representando um cortejo com todos os elementos, a Ala das Baianas representando as damas do paço, alas que representam os músicos, terreiros de candomblé, a ancestralidade africana, as nações do maracatu, entre outros. Um carro bem colorido representa a alegria de Recife, e outro representa a Noite dos Tambores Silenciosos.”
Como a “Noite dos Tambores Silenciosos” está sendo celebrada e ensaiada na quadra da Escola? Quais são os principais eventos e atividades estão sendo feitas para trazer conhecimento e familiarizar toda a comunidade com essa tradição?
“Fizemos vídeos, texto e estamos ensaiando uma peça que irá estrear no dia 03 de dezembro (domingo) para toda a comunidade sobre o maracatu. Um musical que conta a história desde o início e é encenado “pela comunidade para a comunidade”, para que todos tenham uma vivência da festa em si.”
A presença da Rafaella Rocha como mestre de bateria é um exemplo de como a igualdade de gênero pode e deve existir no Carnaval. Tradicionalmente, a posição de mestre de bateria em SP costuma ser ocupada por homens. Como foi para a agremiação quebrar essas barreiras e ganhar reconhecimento nesse quesito?
“Não foi fácil, como nunca é, a luta pela igualdade e pelo reconhecimento da pessoa em si, independentemente de gênero, mas alguém tinha que quebrar essa barreira, e por que não nós? (risos) Eu sempre acreditei no trabalho e na dedicação dela, e acho que essa tradição de homens comandarem baterias ainda vai demorar para mudar realmente. Mas plantamos uma sementinha.”
Quais são os desafios que a cultura narrativa e de origem africana enfrenta no contexto do Carnaval atual?
“Eu acho que no Carnaval não encontramos muita resistência e nem grandes desafios para contar as histórias de raízes africanas, até porque a festa já tem esse estigma e a sociedade ainda vê o Carnaval como uma festa de ‘pobres, pretos e marginalizados’, achando que eles estão cantando a própria história. As pessoas que não acompanham o desenvolvimento cultural do Carnaval em todas as suas esferas não têm noção do tamanho do conhecimento que esses “pobres, pretos e marginalizados” nos trazem todos os dias, todo o conhecimento acadêmico que eles nos transmitem e, consequentemente, para a sociedade como um todo. Tenho muito orgulho de fazer parte e de aprender todos os dias com essas pessoas.”
Para marcar o lançamento dos Sambas de Enredo Carnaval SP 2024, o público vai poder curtir uma festa na Fábrica do Samba, no primeiro sábado de dezembro, dia 2. Com o ínicio previsto para às 14h, o evento vai contar com uma animada Roda de Samba, seguida pelos minis desfiles das Escolas de Samba e a apresentação dos sambas enredo que prometem agitar o Anhembi em 2024.
Os ingressos para essa celebração única custam R$ 25 e incluem o álbum físico com a gravação oficial dos sambas. Para garantir seu lugar antecipadamente, os interessados podem acessar www.clubedoingresso.com. A venda também acontece na bilheteria física da Fábrica do Samba, de segunda a sexta, das 10h às 16h, e durante o dia do evento.
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A história do Carnaval passa pelos 50 Anos da União das Escolas de Samba Paulistana – UESP que celebra o Jubileu de Ouro como Matriz do Samba de São Paulo. Para comemorar essa passagem uma grande festa à altura da sua trajetória e dos memoráveis baluartes que fizeram a sua história.
O evento no Clube Juventus, na noite de 31 de outubro, reuniu centenas de sambistas convidados para um jantar de gala. Embaixada do Samba Paulistano, pavilhão e representantes das escolas de samba, os últimos seis presidentes e representantes dos outros cinco em memória dos presidentes falecidos, da imprensa do seguimento de carnaval. Além do presidente da Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo, Secretária Municipal da Cultura (Representando o Prefeito Ricardo Nunes), diretor de eventos da SPTuris, entre outras personalidades do mundo do samba e do Carnaval.

“É uma celebração que respeita a história da UESP e todos atores e personagens que contribuíram para escrever essa fantástica trajetória da Matriz do Samba”, afirmou emocionado o presidente da UESP Alexandre Magno, o Nenê. A noite de festa da UESP teve várias atrações e o show da magnifica Alcione, a Marrom, que também completa 50 Anos de carreira e no próximo Carnaval é homenageada com o enredo de sua história pela Estação Primeira de Mangueira.

Parabéns UESP e vida longa pra toda comunidade da Matriz do Samba.
Valdir Sena – Jornalista, Radialista e Cronista de Carnaval.
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As crianças transformam a folia ao dar continuidade na tradição do Carnaval
Em São Paulo, as escolas do Grupo de Acesso 2 se apresentarão com seu desfile no Sambódromo do Anhembi em 03 de fevereiro, enquanto as escolas do Grupo Especial e do Grupo de Acesso 1 desfilarão nos dias 09, 10 e 11 de fevereiro, respectivamente. Nessas datas, a promessa é encher a Avenida e as arquibancadas de alegria ensinada pelas crianças. Será a celebração de uma cultura que transcende o tempo e as gerações, unindo toda a família em uma única festa enraizada na rica cultura afro-brasileira, que se renova a cada ano.
Toda essa energia cativante que atualmente pulsa nas quadras, ruas e avenidas da cidade teve seu início com o nascimento do primeiro cordão paulistano em 1914, fundado por Dionísio Barbosa. Foi no bairro da Barra Funda que as famílias do Carnaval e do samba começaram a se conectar em encontros que se tornaram histórias e heranças culturais, onde as vozes das crianças que representam o futuro do Carnaval tiveram um papel fundamental nos dias de hoje. Sendo as escolas de samba não são apenas agremiações, elas são verdadeiros pilares dessa tradição, proporcionando não apenas entretenimento, mas também fontes de renda, apoio social, oportunidades esportivas e culturais para muitas crianças.
O departamento infantil da Escola de Samba Imperatriz da Paulicéia desenvolve um importante projeto de ações sociais no bairro da Vila Talarico. As crianças participam de atividades como balé, capoeira e artes marciais, entre outros projetos sociais. A presidente da escola, Mara Lazarini, destaca a importância de envolver as crianças na escola, criando um ambiente enriquecedor com celebrações durante o ano e ainda deixa um recado: “As vagas para a Ala Infantil da Imperatriz em 2024 já estão esgotadas, mas há uma lista de espera. E, se atingirmos um número determinado, faremos outra ala para que elas não fiquem sem desfilar.” – completa Mara. As inscrições para as atividades infantis na Imperatriz da Paulicéia estão abertas e acontecem diariamente na quadra da escola, das 10h às 18h, bastando levar o RG da criança e um comprovante de endereço em nome do responsável.

Foto: Divulgação
Na Acadêmicos do Tatuapé, a coordenadora da Harmonia das Alas das Crianças, Letícia Cobiak, enfatiza que essa tradição cria uma conexão que fortalece as gerações, compartilhando experiências, memórias e responsabilidades dentro da escola. Sendo um exemplo que o Carnaval é uma festa para todas as idades. Na agremiação, além de manter viva a tradição do samba e do Carnaval, as crianças têm a oportunidade de desenvolver habilidades sociais e artísticas, aprendendo a trabalhar em equipe, respeitar a diversidade e valorizar a cultura nacional, explorando dança, canto e instrumentos musicais.
A participação de toda a família nas tradições e valores da escola de samba, que se estende à Zona Norte da Capital. Nas apresentações da X9 Paulistana, por exemplo, é possível ver netos de baianas atuando como ritmistas, enquanto mães orgulhosas acompanham o desempenho de suas filhas na ala das passistas. Um exemplo é Bruna Santos, coordenadora da Ala das Crianças, que cresceu na quadra da escola e hoje testemunha seu pai, Alexandre Augusto, atuando como Diretor Geral da Harmonia da agremiação. “As crianças são o futuro da Escola. A gente precisa incentivá-las a desfilar e dar continuidade ao nosso legado. Quando se tem uma criança numa quadra de escola, você pode ter certeza de que essa escola não vai acabar tão cedo, pois haverá uma rotatividade futura nessa trajetória.” comenta Bruna.

Foto: (Dayse Pacífico/Sintonia de Bambas)
Embora as alas de crianças estejam presentes nas escolas e nos ensaios nas quadras, é importante lembrar que existem regras a serem seguidas para que as crianças possam desfilar e também assistir aos desfiles nas arquibancadas do Anhembi. As escolas de samba devem fornecer à Liga uma ficha de cadastro de todos os menores e seus respectivos responsáveis que participarão do desfile, seja nas alas, carros alegóricos ou qualquer outro setor e as crianças de 06 a 12 anos só podem participar acompanhadas dos pais ou responsáveis, enquanto aquelas de 13 a 17 anos devem estar acompanhadas por responsáveis maiores de idade. Crianças com menos de 06 anos não são permitidas nos desfiles. O Presidente da Liga das Escolas de Samba, Sidnei Carriuolo, destaca que todas as medidas de segurança devem ser rigorosamente seguidas e enfatiza a importância da presença dos pequenos no Carnaval “As crianças não são apenas o futuro, mas também o presente da nossa festa. Desde pequenas, elas absorvem a cultura do samba, as cores, os ritmos e a paixão que envolvem o carnaval. São elas que, com sua inocência e entusiasmo contagiantes, nos lembram constantemente por que nos dedicamos e amamos tanto essa festa. Além disso, devemos continuar a promover a educação, a cultura e os valores que fazem parte do espírito do samba, para que elas cresçam como verdadeiros guardiões da nossa tradição.”
O Carnaval SP não é apenas um grande evento, é uma manifestação cultural que abraça as famílias, celebra as raízes afro-brasileiras e une gerações em uma festa de cores, ritmos e alegria. É um palco para contar histórias, promover a diversidade e mostrar como a resiliência de um povo transformou o Carnaval em uma expressão única de identidade e amor. E são nas crianças que encontramos um componente especial desse legado ao encontrar essas novas gerações nos barracões, nas quadras e nos desfiles perpetuando a nossa tradição.
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Torcida Jovem com linda homenagem ao Seu Cosme faz o lançamento oficial de seu samba enredo 2024
Em uma noite com alegria, garra e emoção, a Comunidade da Escola de Samba Torcida Jovem se reuniu na quadra da agremiação, no bairro do Jardim Aricanduva, em São Paulo, para celebrar o lançamento oficial do Samba Enredo do Carnaval SP 2024. O samba vai ecoar na Avenida, a história de resgate e exaltação das raízes africanas no Brasil, dando ritmo ao enredo “Raiz Afro Mãe, Meu Brasil Bantu”.
A festa de lançamento teve como força um grito de força repetido pela comunidade e o pedido de engajamento de todos os componentes da Escola para conquistar o título do Acesso 1 no Carnaval SP 2024: “Muitas escolas, quando sobem para o Grupo de Acesso 1, dizem que agora é preciso se manter. Então, eu falo aqui para vocês: a Torcida Jovem do Santos não vai fazer carnaval para se manter, vamos fazer carnaval para ser campeão.” promete o Presidente Jefferson Silvano (Jeh).

Além da apresentação do samba enredo escrito pelos compositores Turko, Imperial, Fábio Souza, PH, Minuettos, Portuga, S.Moraes, Reinaldo Marques, Ricardo Mandú e Clayton Reis, interpretado por Vaguinho e a nova ala musical da Torcida Jovem, a noite contou com a posse do segundo casal de Mestre Sala e Porta Bandeira da agremiação, André Eugênio e Victoria Devonne.
E, também foi nesse clima de festa e samba que a Torcida Jovem lembrou com saudade, o seu ícone tanto do futebol quanto no Carnaval, Seu Cosme. O fundador da Torcida Jovem do Santos Futebol Clube, Cosmo Damião Freitas Cid, o “eterno presidente de honra”, faleceu aos 67 anos, no dia 09 de setembro, em Santos, no litoral de São Paulo, em decorrência de um Acidente Vascular Cerebral (AVC).
Seu Cosme, como era carinhosamente conhecido no meio do futebol e do Carnaval, era uma figura extremamente respeitada por todos e recebeu uma linda homenagem da sua comunidade. Com uma vida ativa na Escola de Samba, no futebol e na contribuição político social das torcidas, Seu Cosme deixou de lado a rivalidade entre os clubes paulistas, para estar presente com a Torcida Jovem na luta pela liberdade e justiça pelo povo brasileiro. Ele e a Torcida Jovem participaram de eventos políticos, como as manifestações favoráveis às “Diretas Já” em 1983 e 1984 e em 1992, na campanha pelo impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Mello. A linda noite de homenagem reafirma a importância do legado de Seu Cosme, um verdadeiro ícone de paixão, comprometimento e dedicação ao Brasil, ao samba e ao esporte.
O desfile da Torcida Jovem, acontece no dia 11 de fevereiro de 2024 (domingo), pelo Grupo de Acesso 1. E o enredo “Raiz Afro Mãe, Meu Brasil Bantu”, promete um desfile em celebração à origem da diversidade cultural do Brasil ao contar a origem da cultura afro-brasileira através dos povos da nação de Bantu, principalmente as que foram exportadas ao Brasil Colônia, às nações do Congo e Angola. Assinado pela Comissão de Carnaval, o enredo explora a influência dessas nações em nossa cultura e no modo de vida, dialogando com a valorização do resgate histórico das religiões afro. Será mais uma contribuição do Carnaval para enaltecer nossas origens africanas e como elas desempenham um papel fundamental na compreensão de nossa identidade e respeito pela ancestralidade.
Confira a letra do Samba Enredo 2024 da Torcida Jovem:
“Sou eu, realeza africana,
Pele preta soberana, triunfal,
Semeando a memória ancestral,
Fui a lança e a espada imortal.
Vim num mar em chamas com o invasor,
A força de Guiné me forjou.
Em cada terreiro,
Tarol Mandigueiro,
Do chão Moçambique,
O negro resiste.
Vem de Angola a coragem pra lutar,
Fortaleza que jamais vai se curvar.
Ôôô, maracatu, maculelê,
Ôôô, tem capoeira e fuzuê,
Salve o rosário de mãe preta, salve o jongo,
Herança quilombola, Rei do Congo.
Em cada esperança, refaço aliança
Entre os irmãos, espalho sabores,
Moldando a riqueza desse chão.
Bate o tambor, é semba, bate o tambor, é samba,
É zuela de Luanda, é Inkissi a dançar,
Sou mais Muzenza, eterno aprendiz,
É Bantu, a minha raiz!
Bota dendê no couro,
Mete a mão, batuqueiro,
Ingoma, curimba,
A Jovem tem mironga e faz o corpo arrepiar.”
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Não cabe a nós, controlar o tempo. O que nos cabe é respeitar a memória daqueles que fizeram história através dos tempos. E num trocadilho mal-intencionado, a Secretaria da Cultura do Município de São Paulo “perdeu o tempo do saber” ao permitir a montagem de um palco para um show do Festival Cultura Greek e da Associações Nipo-brasileiras em cima da Estátua que homenageia a Madrinha Eunice. Personagem, que através dos tempos, é uma dos símbolos da cultura do Carnaval Paulistano.

Entretanto, o mesmo que compreendamos a importância de todas as manifestações culturais, não aceitamos uma afronta desrespeitando ao samba e a ícones protagonistas da nossa cultura popular. Não podemos aceitar que a escultura de Madrinha Eunice seja desprezada, ocultada e escondida.
Para quem não sabe, a sambista e ativista do movimento negro, Deolinda Madre ficou conhecida como Madrinha Eunice por batizar dezenas de crianças na região do bairro da Liberdade, antigo reduto do povo negro. É por isso, que estátua dela não está ali à toa. Mas com o significado do ‘Lava-pés’ e respeito de quem fez história no samba.
A matriarca saiu de Piracicaba aos 12 anos para viver em São Paulo, no Bairro Liberdade. Ali, fundou a Escola de Samba Lavapés (hoje Lavapés Pirata Negro), entidade com mais de 80 anos de existência. Esta escultura faz parte do projeto do DPH (Departamento de Patrimônio Histórico), pela grandeza e altivez de Madrinha Eunice.
Por sua importância e por ser simbólico para a comunidade negra, o local foi o escolhido para a instauração da obra, a primeira a ser instalada ali em homenagem a personalidades negras na região originários do povo preto na cidade de São Paulo. A obra faz parte do projeto do Departamento de Patrimônio Histórico (DPH), da Secretaria Municipal de Cultura, que homenageia personalidades negras da cultura paulistana. As criações também foram feitas por artistas negros. A escultura de Madrinha Eunice foi produzida por Lídia Lisboa, criadora de um trabalho de ação sociopolítica.
Valdir Sena – Jornalista, radialista, pesquisador e cronista de Carnaval.
(sic) Na linha do tempo, no mês de setembro dos dias 16 a 23 é comemorado o Festival dos Aflitos, com missas na Igreja dos Aflitos na Liberdade, com danças e outras atividades folclóricas no beco de acesso a Capela das Almas Aflitas. O evento celebra a memória dos 202 anos de Francisco José Chagas o “Chaguinha”. No dia 17 o evento celebrado é com a chegada dos Tambores de “Chaguinha”, manifestação que deveria partir da praça da Liberdade diante da estátua da Madrinha Eunice. Mas foi impedido pela Prefeitura em razão do evento produzido pela Associação Nipo-brasileira realizado na mesma praça Liberdade.
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O 1o. Encontro de Baluartes do Carnaval de São Paulo reuniu centenas de sambistas e baluartes para serem homenageados por suas trajetórias e o reconhecimento da contribuição na história da cultura do Carnaval das Escolas de Samba. O evento idealizado e proposto pelos sambistas Ubiraci “Bira” e Borrão Sambista Jequitibá aconteceu no Espaço da Velha Guarda na Fábrica do Samba e teve a colaboração do departamento das Velhas Guarda da Liga Independente das Escolas de Samba São Paulo.
Samba, cerveja, churrasco, muitas resenhas e prosas não faltaram para comemorar essa homenagem. “O sucesso e a valorização do nosso Carnaval, vem do trabalho incansável desses baluartes que aqui estão, outros que não puderam comparecer e daqueles que já foram chamados por Deus. Esse certificado significa a valorosidade do reconhecimento da nossa contribuição com o maior espetáculo da terra”, ressaltou o baluarte Osvaldinho da Cuíca.
Além do mestre Osvaldinho da Cuíca, diversos sambistas foram homenageados com o título de Baluartes por dedicação e efetiva contribuição em décadas para o progresso do Carnaval Paulistano. Entre os quais, o Jornalista Valdir Sena e o Radialista José Carlos Alvarenga ambos do Portal Sintonia de Bambas.
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