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Os embalos pós Carnaval, e os bons tempos que não voltam mais

por Valdir Sena
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Em meio a tantos barulhos após os resultados dos desfiles das Escolas de Samba. Fica a dúvida sobre o quê acreditar nos embalos dos blocos de notícias que pipocam nas redes sócias, dar ouvido aos blá, blá, blá,  ou aplaudir ao final do show  do Carnaval Paulistano.

Entretanto, como sinaliza o nosso refrão de referência “A Faixa Nobre do Samba, da Boa Música e do Carnaval” , vamos embalar no parabéns, saudar e aplaudir as escolas campeãs: Águia de Ouro (campeã do Grupo Especial); Mancha Verde (vice-campeã Especial); Mocidade Alegre (3º. Lugar); Acadêmicos Tatuapé (4º. Lugar); Unidos de Vila Maria (5º. Lugar); Vai-Vai (campeã do Grupo de Acesso 1); Acadêmicos do Tucuruvi (vice-campeã do Acesso 1); Morro da Casa Verde (campeã do Acesso 2) e Brinco da Marquesa (campeã do Especial dos Bairros, na UESP).

Porém, um barulho veio à tona e rememora os bons tempos das disputas entre Vai- Vai e Camisa Verde  Branco, duas escolas de samba raízes do Carnaval de São Paulo, com comunidades e torcidas rivais desde épocas em que as duas eram Cordões Carnavalescos, onde disputavam “palmo a palmo” nas avenidas São João e Tiradentes, para saberem qual era a melhor escola de Samba do Carnaval. Períodos de muita riqueza da nossa cultura, além da participação de outros redutos de raízes, Nenê de Vila Matilde e Unidos do Peruche, além de outras que valorizaram os desfiles do acesso.

Diante de tanta “barulheira” pós Carnaval 2020, reviver a disputa dessas Escolas tradicionais foi muito bom.  Os desfiles do grupo de acesso 2020 fizeram muitos sambistas viajar no tempo, sem entrar no mérito de quem venceu, deixou de vencer ou desceu para as divisões de baixo.

Valdir Sena – Jornalista, radialista e cronista de Carnaval.

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