Home Carnaval RJ Críticas socias e clamor por igualdade passam pela primeira noite na Marquês de Sapucaí.

Críticas socias e clamor por igualdade passam pela primeira noite na Marquês de Sapucaí.

por Shirlei Dias
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 A Passarela Professor Darcy Ribeiro, localizada na Avenida Marquês de Sapucaí, na zona central da cidade do Rio de Janeiro, serviu na noite de ontem (23) de palco para às apresentações das sete primeiras Agremiações do grupo de Elite do carnaval carioca, com desfiles carregados de críticas socias as Escolas encheram de cores e alegria a passarela do Samba.

ESTÁCIO DE SÁ

A Primeira Escola a entrar na Marquês de Sapucaí na primeira noite de desfiles (23), do grupo especial do Rio de Janeiro foi a Estácio de Sá. A Escola que ganhou o direito de voltar ao grupo de Elite do Carnaval do Rio, após vitória do grupo A em 2019, abordou a importância da pedra. A Carnavalesca Rosa Magalhães , que completa 50 anos de trabalhados dedicados à cultura brasileira, abordou a trajetória desse mineral e sua participação à favor da humanidade. A fé, aos registros que foram deixados gravados, das pedras preciosas, do garimpo de Minas à destruição ambiental transformando o planeta em Terra em uma grande pedra, foi narrado pela Agremiação.

VIRADOURO

A Viradouro trouxe para a Avenida o Enredo “Viradouro de Alma lavada” . A Agremiação homenageou as Ganhadeiras de Itapuã, grupo musical que surgiu dos cantos, danças e crenças das lavadeiras do litoral da Bahia. Mulheres que lutaram pelo direito de Igualdade e Equidade. O empoderamento feminino e a força da mulher negra foi abordado pela Escola. E quem assina a produção artística da Escola são os carnavalescos Marcus Ferreira e Tarcísio Zanon, que estreiaram esse ano na Viradouro.   A Escola que ficou em segundo lugar em 2019 também trouxe o respeito à fé dessas bravas mulheres .

MANGUEIRA

A Escola de Samba Mangueira foi a terceira a pisar na Marquês, no domingo de carnaval , com o Enredo “ A Verdade  vós fará livre”, do carnavalesco Leandro Vieira, bicampeão pela Verde e Rosa. O tema causou muitas discussões no período pré-carnaval. A Mangueira trouxe para a Marquês a história de um Jesus periférico, totalmente distante dos padrões europeus e elitizado, que vivencia  e sofre toda a problemática da exclusão social, além de toda violência e do desprezo social.

PARAÍSO DO TUIUTI

A Escola de Samba Paraíso Tuiuti, Zona Norte do Rio, brincou com o imaginário ao trazer para o primeiro dia de desfile, na Marquês de Sapucaí o encontro de Dom Sebastião, rei de Portugal com São Sebastião, padroeiro do Rio de Janeiro e da Agremiação. Com o Enredo “O santo e o rei”, do carnavalesco João Vítor Araújo. O misto de fé e força formaram o pano de fundo da Agremiação.

GRANDE RIO

 A Escola Acadêmicos do Grande Rio, de Duque de Caxias, em busca de seu título de campeã do carnaval carioca apostou na força de uma grande figura do candomblé, Tata Londirá, o João Alves de Torres Filhos, o Rei do Candomblé, nesse primeiro dia de desfiles (23), sofrer pela diversas formas de preconceito pela sociedade “padronizada” da época. Na Passarela do Samba, com o Enredo Tata-Londirá – o canto do caboclo no quilombo de Caxias, com a parceria dos carnavalescos  Gabriel Haddad e Leonardo Bora. O homenageado Joã foi líder negro, homossexual e nordestino, bailarino, motivos mais que suficientes para sofrer  diversas formas de preconceito pela sociedade “padronizada e correta” da época.

A UNIÃO DA ILHA DO GOVERNADOR

Com o enredo “Nas Encruzilhadas da Vida, Entre Becos, Ruas e Vielas, a Sorte Está Lançada: Salve-se Quem Puder! A União da Ilha com o Enredo Tata Londirá: o Canto do Caboclo no Quilombo de Caxias, a Acadêmicos do Grande Rio entrou na Marquês de Sapucaí no primeiro dia de desfiles do grupo Especial. A escola que teve problemas com  o segundo Carro alegórico. A Escola que fez uma crítica social, do abandono do Estado às necessidades básicas de um ser humano. E diz que a maior riqueza das pessoas que moram em lugares esquecidos e a alegria de viver, apesar das diversidades.

PORTELA

A última  Escola de Samba mostrar seu desfile no primeiro dia de desfile foi a tradicional Escola de Samba de Oswaldo Cruz, a Portela trouxe para o sambódromo toda Mitologia indígena com o enredo GUAJUPIÁ, TERRA SEM MALES, onde a Escola abordou toda cultura desse povo fascinante.

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